Raízes do Brasil
— Sérgio Buarque de HolandaO ponto de partida para entender o país pelo avesso do seu caráter. É de onde vem o homem cordial, expressão que todo mundo usa e quase ninguém emprega direito.
Uma estante comentada, em permanente expansão. Reúno aqui os livros que voltam à minha mesa, com uma anotação direta sobre por que cada um merece seu lugar. Não é uma lista de melhores; é um mapa de referências e diálogos.
O ponto de partida para entender o país pelo avesso do seu caráter. É de onde vem o homem cordial, expressão que todo mundo usa e quase ninguém emprega direito.
Leitura obrigatória e desconfiada. A descrição da formação patriarcal é insuperável; a tese sobre a convivência entre as raças pede o contraponto da crítica moderna.
Para quem quer entender por que o Estado brasileiro se comporta como se fosse dono de si mesmo. O conceito de patrimonialismo explica muita manchete de jornal.
Economia escrita como literatura. Os ciclos do açúcar, do ouro e do café contados com uma clareza que envergonha a maioria dos manuais.
O romance que provou que a nossa literatura podia ser moderna, irônica e universal ao mesmo tempo. Narrado por um defunto sem nada a perder.
A maior armadilha já montada para um leitor brasileiro. Capitu traiu ou não? A resposta diz mais sobre quem lê do que sobre a personagem.
A prosa mais enxuta da nossa literatura. Cada palavra parece ter sido escolhida sob juramento de estrita necessidade.
O topo da montanha. Um romance que inventa a própria língua e exige rendição, mas devolve o esforço multiplicado.
Novas referências sobre arquitetura brasileira, botânica e teoria dos jogos são adicionadas a cada ciclo de leituras.